sala de aula

Mapas cognitivos de todos os tipos para todos os gostos

Quando eu penso na minha cidade o que eu penso é o que você pensa também, certo?

Não, não é bem assim. Hoje vimos que as pessoas tem representações mentais dos lugares, os tais mapas cognitivos, e que podemos tentar ilustrar graficamente estes mapas no papel (a representação da representação mental, certo?)

O Kevin Lynch mostrou que vários são os pontos comuns geralmente encontrados em mapas cognitivos. São eles os caminhos/vias, as bordas/limites, os distritos/bairros, os nodos (de atividade)/pontos nodais e os marcos/pontos de referência.

Conseguem identificar algumas dessas características nesse desenho aqui? Pois é, vários de vocês trouxeram esses elementos para o desenho, antes mesmo de saber que as outras pessoas também fazem assim.

Também é comum que as pessoas representem lugares que tem significado especial, seja prático ou emocional, assim como detalhem melhor lugares com os quais tem mais familiaridade. Será que era isso que aconteceu nesse desenho aqui?

São inúmeras as possibilidades de desenho que surgem a partir de um comando bastante amplo, como utilizamos.

Algumas pessoas podem inserir também palavras nos mapas, como o abaixo:

Como vimos, os mapas cognitivos podem ter estilos diferentes.

Alguns são “sequenciais” e seu desenho final parece como se a pessoa tivesse pensado em um caminho e desenhado a partir dele. Este ao lado é um exemplo perfeito disso. Eu não sei se quem desenhou pensava nisso, mas não parece que a pessoa saiu lá dos condomínios do Lago Sul, atravessou a Ponte JK, chegou na Esplanada e seguiu?

Outros mapas são de estilo “espacial” e mostram agrupamentos de locais. O mapa abaixo é um exemplo disso.

Bonito, né? Gente, que inveja! Eu queria saber desenhar assim também, viu. Brincadeiras à parte, o que eu quero chamar a atenção é para o fato de que o treino e habilidades de desenho que cada um tem também vão influenciar o produto final, mas isso não invalida de forma alguma o uso de desenhos de traços mais simples. Muito pelo contrário, podemos questionar se essa última representação já não seria muito treinada. Será que quem fez esse desenho já fez outros do mesmo tipo várias vezes?

Como vocês podem ver os mapas cognitivos suscitam várias perguntas e podem ser uma ferramenta bem interessante para pesquisa. (Dica, dica… alguém vai utilizar mapas cognitivos no projeto final?)

Hoje a turma me entregou ao todo 17 mapas de Brasília, entre eles estes que ilustram este post. Espero que estes já tenham atiçado a curiosidade de vocês. Quando formos falar de Brasília, em alguns dias, mostro para vocês todos os outros mapas, combinado?

Então é isso. Aguardem as cenas do próximo capítulo.

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2 pensamentos sobre “Mapas cognitivos de todos os tipos para todos os gostos

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