processos básicos

* Seguindo a trilha de migalhas *

Orientar-se sempre foi crucial para a nossa sobrevivência. A habilidade de alcançar com facilidade um recurso, ou um abrigo, pode ter feito a diferença para nossos ancestrais. Eles podiam usar árvores, rochedos, riachos, ou qualquer outro marco como referência.

Agora, no entanto, com a grande quantidade de caminhos e destinos que temos, esses marcos naturais não são suficientes para nos guiar. Por isso, inúmeras ferramentas foram criadas para facilitar essa tarefa. Placas, mapas, GPS, rotas diferenciadas, são alguns dos recursos utilizados para esse fim. O processo de utilizar essas informações espaciais e ambientais para “navegar” até um destino é conhecido como wayfinding. Contudo, esses recursos nem sempre são usados da melhor forma, o que dificulta, ou até atrapalha, nossa orientação.

Imagem 1Um bom exemplo é a Estrada Real, um patrimônio histórico e cultural, que nos guia pelos caminhos utilizados nos tempos da colônia para transportar ouro e diamantes. Hoje é uma grande rota turística que percorre cidades históricas de Minas Gerais até o Rio de Janeiro. Mas, mesmo com todo o potencial, o trabalho de orientação não é bem feito.
Além de mapas fixados em displays (imagem 1) na maioria das cidades, existem marcos (imagem 2) por toda estrada como uma forma de nos informar que ainda estamos no caminho certo. Até aí parece que é uma boa sinalização, mas fica só na aparência.

Em primeiro lugar, não é possível se guiar apenas pelo mapa presentes nos displays, que são mais decorativos que informativos. Eles são muito incompletos, sem informações básicas, como a distância entre as cidades, por exemplo. Além disso, ele é uma vista geral das cidades por onde você passa, mas são necessários outros meios para “navegar” dentro das mesmas. Imagem 2Para piorar a situação, os marcos não tem uma distância padronizada entre si, o que transforma a viagem em uma trilha de migalhas, se você perder um deles pode acabar se perdendo completamente.
Portanto, apesar de ser uma importante rota turística com um enorme potencial, ela carece de ferramentas de orientação para tornar o trajeto confortável. Talvez, a psicologia ambiental possa ajudar o governo a aproveitar melhor esse patrimônio.

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O Nativo pensa assim. E você? Participe!

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Um pensamento sobre “* Seguindo a trilha de migalhas *

  1. Estas placas da Estrada Real são mesmo complicadas! Acho engraçado a localização delas nas estradas. Uma vez estava indo de Ouro Preto à Lavras Novas (um distrito de Ouro Preto, distante 20 km) e estava reparando como elas não são visíveis! As estradas mineiras são cheias de curvas, o que te força a dirigir mais devagar, mas mesmo assim, o carro passava, e só depois eu via a placa! Além disso, letras pequenas e etc… Pra quem está dirigindo e tentando se guiar por elas, é realmente horrivel!

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