novas fronteiras da psicologia ambiental

* O limite entre homem e a máquina *

Avanços tecnológicos  muito além da época vigente sempre foram alvo de interesse da ficção científica. Um anime, desenho japonês, que vem sendo  exibido desde outubro de 2012 chamado Psycho-Pass aborda vários desses avanços e o impacto deles na vidas da sociedade como todo.

Em linhas gerais, a série é sobre um futuro não tão distante e distópico do Japão em que toda a população é governada por um sistema chamado Sibila,  que possibilita medir instantaneamente o  estado  mental e a personalidade de uma pessoa. Essa informação é gravada e processada e o termo “Psycho-Pass” se refere ao padrão usado para medir a existência de uma pessoa e o seu coeficiente criminal. Aqueles com Psycho-Pass de coeficiente inadequados, ou são qualificados como criminosos latentes ou como criminosos de fato, sendo isolados da sociedade  ou mortos instantaneamente.

Em relação as armas usadas pelos policiais da série para medir o Pyscho-Pass  dos criminosos e aplicar a punição do Sibila, chamada de Dominators, não existe ainda uma tecnologia que torne possível nem nada parecido em desenvolvimento, mas  pessoalmente penso ser perturbador  ter a sociedade inteira governada pelo julgamento de uma máquina.

No entanto, a série traz outros elementos ambientais mais prováveis de existirem num futuro próximo, como a ciborguização de partes do nosso corpo, ou até mesmo do corpo inteiro. Um dos antagonistas, ciborguizou por completo o seu corpo afim de ter uma expectativa muito maior do que a de um ser humano comum, deixando apenas o seu sistema nervoso e cérebro originais. Quando questionado por uma jornalista se ele já teria deixado de ser humano, ele responde que todos na sociedade tem um certo grau de mecanização e que ele apenas tem um grau elevado da mesma, ressaltando os inúmeros benefícios de abandonar um corpo orgânico.

Penso que com o uso e avanço crescente da tecnologia, a época que o ser humano irá mecanizar partes do seu corpo não se encontra tão distante. Acredito que coisas como devolver a mobilidade do corpo a pessoas com deficiência por meio de membros mecânicos já é parte desse processo, mas a idéia de nos tornamos mais máquinas do que humanos ainda é uma fronteira muito distante.

Fica abaixo um trecho do diálogo citado no post:

cyborg1

 

cyborg2

 

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A Ana Beatriz pensa assim. E você? Participe!

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4 pensamentos sobre “* O limite entre homem e a máquina *

  1. A ciborguização de partes do corpo com o objetivo de uma vida mais longa me lembra o filme Never Let Me Go, no qual algumas pessoas são criadas e vivem isoladas da sociedade, em uma espécie de colégio interno, e quando atingem a vida adulta, seus órgãos são usados para transplantes. Como complementação, o trailer do filme: http://www.youtube.com/watch?v=sXiRZhDEo8A

  2. Um pouco nessa linha, há um filme clássico muito bom, que conheço muita gente que ainda não assistiu: Blade Runner.
    O filme é um ficção científica, onde robôs orgânicos (replicantes) geneticamente desenvolvidos são usados para trabalhos perigosos, servis, entre outros. No entanto, há grupo desses replicantes que desafiam as leis e são caçados.
    É interessante perceber como parece que a dinâmica do mundo inteiro passa a girar principalmente em torno dos replicantes.

    Segue o trailer do filme:

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